
Há muitos anos que tenho um desejo de criar algo neste sentido de chamado, com chama, com vocação, um nome que se entendesse como um slogan de fácil compreensão, com o objetivo de lançar algo como expressão vocacional para todos os estados de vida. Criando uma cultura vocacional paroquial, ou seja, que os nossos adolescentes e jovens encontrem um ambiente que favoreça neste descobrimento da vocação, seja para o sacerdócio, vida consagrada, matrimônio ou serviço leigo, através do autoconhecimento, discernimento e projeto de vida, promovendo uma mentalidade de serviço e doação, envolvendo as famílias e a própria comunidade, e buscando respostas sobre o sentido da vida e missão.
O próprio nome “Chama acesa” vem para manter vivo o ânimo, o propósito, a fé e a paixão, especialmente no sentido espiritual, como o fogo do Espírito Santo que aquece e guia, representando entusiasmo, ardor e uma conexão profunda, não apenas uma emoção passageira de um encontro, de conhecer pessoas ou fazer novas amizades, mas propor um estado de fervor constante e renovado, nutrindo assim uma maior conexão com Deus, respondendo com docilidade a graça da vocação.
A ideia é vocacional, criando um espaço propicio para que todos os adolescentes e jovens, possam perguntar, formar e deixar Deus guiar pela ação do Espírito Santo neste seguimento de Jesus. Ao propor estes encontros com o nome de “Chama acesa”, que todos acolham como um espaço diferente daqueles que já se cultiva nos grupos, diferente justamente porque será uma oportunidade de perceber o quanto o Senhor continua clamando homens e mulheres dos nossos dias para segui lo com total liberdade. Ao longo deste ano, é uma novidade que não virá falar nada de novo, simplesmente reafirmar que todos somos chamados, mas a resposta é sempre pessoal, assim como para participar dos encontros.
A temática será desenvolvida com o decorrer do ano, mas sempre oferendo temas que favoreçam uma maior abertura de si mesmo aos projetos do Senhor em nossa vida.
A palavra acesa, faz referência a uma noção de estar sempre em alerta, não deixar que apague o primeiro fervor, ao primeiro amor (cfr Ap 2,5a). Por isso que os encontros continuarão neste processo de animação vocacional, ou seja, de alimentar este desejo de fazer a vontade de Deus. Mas tudo será desenvolvido com o tempo e com liberdade de espírito, dando um encaminhamento ao mesmo tempo espiritual e humano, fazendo com que cada participante seja aberto ao que vai percebendo.
E tudo isso vem de encontro com o objetivo do ano sobre “crescei e multiplicai” (Gn 1,28), e também do ano manyanetiano.
Enfim, são muitas novidades a serem trabalhadas ao longo deste ano de bençãos, que com certeza intensificará a espiritualidade de todos.
Que Deus vos abençoe.