
Ao longo ano foi se realizando alguns encontros denominados ‘Chama acesa’, abrindo assim um caminho de reflexão, meditação e perguntas relacionadas com a vocação e animação vocacional dos jovens da comunidade paroquial, tudo isso em sintonia com o que também está acontecendo no Santuário de Aparecida, o 5º Congresso Nacional Vocacional, um espaço de testemunho e oração. A cultura vocacional da nossa igreja no Brasil tem que mudar, criando e mentalizando as nossas comunidades como vocacionais, comunidades responsáveis pelas vocações.
Hoje se fala muito que não temos vocações para suprir as necessidades evangelizadoras da igreja, na realidade, vocações, sim, tem, o que não temos é o cuidado, o zelo, o incentivo e o acompanhamento que cada jovem precisa para seguir amadurecendo neste processo de se doar por uma causa tão nobre como a de levar a todos a Palavra de Deus, a Boa Nova da Jesus, a salvação a todos, quanto uma causa em defesa dos menos favorecidos, ou pelas causas sociais.
Os jovens são um fermento que estão se purificando com o tempo para serem colocados na massa, ou seja, a partir da colaboração da comunidade, eles podem criar coragem e tomar a decisão de fazer crescer esta massa e com tempo se multiplicar em verdadeiros homens e mulheres, os santos e santas que não tiveram medo se desaparecer ao se misturarem com a massa, para assim dar o sabor que Deus espera de cada um.
O crescer e multiplicar, só poderá acontecer quando o seguimento de Jesus for realmente verdadeiro sincero e transparente, o mesmo Jesus em um determinado momento disse para os seus seguidores: “se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga me” (Mt 16,24; Mc 8,34; Lc 9,23), hoje continua dizendo, porém, com uma grande diferença, os de outrora não tinham tanto com que se apegar como hoje, para os nosso jovens, é cada vez mais desafiante viver este negar os próprios sonhos, desejos, aceitar os desafios e sacrifícios da vida para viver este empreendimento da salvação.
Estes três pontos citados por Jesus requer uma menção especial para poder conscientizar e animar os nossos jovens desta aventura: ‘renunciar a si mesmo’: não significa anular a si memo como ser humano, mas em saber morrer para o egoísmo, ou seja, morrer para o ‘eu’ centrado em si mesmo, para assim colocar Deus em primeiro lugar, como já diz o primeiro mandamento; ‘tomar a cruz cada dia’: a cruz representa os sofrimentos, as dificuldades e os compromissos diários que surgem ao longo do seguimento, transformando os em atos de fé e amor, tendo em mente eu não se trata de buscar o sofrimento, mas saber perceber com os olhos da fé tudo o que acontece; ‘siga me’: é o compromisso de caminhar com Jesus, imitando Seus passos, Seus ensinamentos e Seus valores, em uma jornada de amor e entrega pelo resgate de muitos.
Que vivamos este tempo de graça intercedendo pelas vocações dentro da nossa própria casa.