
O Papa Leão XIV reconheceu as virtudes heroicas da mineira irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, fundadora do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre (MG). A religiosa, conhecida como “Mãezinha”, passou a receber o título de Venerável, após a promulgação dos decretos do Dicastério para as Causas dos Santos em 22 de janeiro.
Nascida em 1909, em Maria da Fé (MG), Maria Giselda Villela dedicou sua vida à oração contemplativa e à vivência fiel do carisma carmelitano. Sua missão ganhou expressão na fundação do Carmelo da Sagrada Família, onde contribuiu para fortalecer a presença carmelitana na região e para difundir um testemunho de profunda espiritualidade. A Venerável faleceu em 1988, deixando como legado uma comunidade marcada pela oração e pela confiança em Deus. Para sua beatificação, ainda será necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
Além da religiosa brasileira, o Papa também autorizou decretos que avançaram outras causas de santidade. Foi reconhecido o milagre atribuído à intercessão da italiana Maria Ignazia Isacchi, fundadora das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus de Asola, permitindo sua futura beatificação. Também foi confirmado o martírio do guatemalteco Augusto Rafael Ramírez Monasterio, frade menor assassinado em 1983 por ódio à fé, o que dispensa a necessidade de milagre para sua beatificação.
O Pontífice ainda reconheceu as virtudes heroicas de três italianos, que passaram a ser declarados Veneráveis: Maria Tecla Antonia Relucenti, cofundadora das Pias Operárias da Imaculada Conceição; Crocifissa Militerni, religiosa da Congregação de São João Batista; Nerino Cobianchi, leigo, esposo e pai de família.
As decisões reforçaram o compromisso da Igreja em destacar testemunhos de fé vividos com dedicação, coragem e serviço ao próximo.
Com informações: Vatican News