Filhos da Sagrada Famlia - Vocaes Manyanet
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Por: Pe. Cleiton Rodrigo de Melo Dias, S.F.,     23/09/2021 |  14:03:12
Devoo e culto a Nossa Senhora dos Migrantes

Desde que no dia 19 de abril de 2020 assumimos o cuidado pastoral da Paróquia Nossa Senhora dos Migrantes de Cambé, procuramos conhecer melhor essa devoção, para poder incentivar o seu culto.

Encontramos que ela foi criada a partir da preocupação com a evangelização dos Migrantes que saiam da Itália na metade do século XX, mais precisamente em 1953, buscando novas terras. O Pe. Capuchinho Ermínio de Treviglio, inspirado no Bem-aventurado João Batista Scalabrini disse na ocasião: “Acompanhe ao migrante uma Nossa Senhora, símbolo de Religião e de Pátria, que sirva para irmaná-lo e mantê-lo nos insubstituíveis valores espirituais, tantas vezes em perigo e esquecidos”.

Nossa Senhora Mãe dos Migrantes, cuja primeira imagem seria solenemente coroada em 1955, por S. Santidade Pio XII, o Cardeal Pacelli, que, anos atrás, em 1934, havia deixado uma lembrança inesquecível entre os argentinos, ao presidir, como Legado Pontifício, as inesquecíveis jornadas do Congresso Eucarístico Internacional de Buenos Aires.

Hoje, Nossa Senhora dos Migrantes é venerada em inúmeras igrejas e capelas, erguidas em sua honra em numerosos países. Em Cambé a Paróquia de Nossa Senhora dos Migrantes foi desmembrada da Paróquia São Francisco Xavier em 1980. E recentemente foi entregue aos cuidados pastorais da Congregação de Filhos da Sagrada Família.

Durante alguns anos a Paróquia celebrou sua festa no mês de junho, em comunhão com a Semana Nacional dos Migrantes. Posteriormente passou a ser celebrada em julho. Liturgicamente, não encontramos no Calendário Oficial da Igreja Católica esta festa, portanto decidimos celebrá-la em setembro, por ser um mês bastante tranquilo, sem grandes festas na Igreja.

Na verdade, o que descobrimos nesta devoção é a referência a família de Nazaré, que durante toda sua vida foi migrante, desde Jerusalém até Nazaré, de Nazaré a Belém, de Belém ao Egito, e retornando a Nazaré. Afinal como Cristo que “não tinha onde recostar sua cabeça” nós também somos todos migrantes, Igreja Peregrina; nossa Pátria é o céu...

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